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Resumo com IA

Um contador para prestador de serviço custa, em média, de R$ 200 a R$ 500 por mês numa contabilidade online, para uma pequena empresa no Simples Nacional. O prestador costuma pagar um pouco menos que o comércio, porque emite nota de serviço (NFS-e) e tem uma rotina fiscal mais enxuta, sem ICMS, estoque ou substituição tributária. O valor varia conforme o faturamento, o volume de notas, o número de funcionários e o regime tributário.

Este guia mostra as faixas de mercado, o que faz o preço subir, o papel do Fator R (que muitas vezes economiza mais imposto do que a mensalidade custa) e como saber se o preço é justo. A ideia é você comparar propostas entendendo pelo que está pagando.

Quanto custa um contador para prestador de serviço

Quanto custa um contador para prestador de serviço?

As faixas abaixo são referências de mercado para prestadores de serviço, coletadas. Servem de parâmetro, mas o preço final depende do caso.

Perfil do prestadorRegime e modeloFaixa mensal de mercado
MEI (quando contrata apoio)Guia fixa mensal, contabilidade não obrigatóriaR$ 100 a R$ 200
Autônomo PJ ou ME até R$ 20 mil/mêsSimples Nacional, contabilidade onlineR$ 200 a R$ 500
Prestador com mais notas ou funcionáriosSimples Nacional, online ou tradicionalR$ 350 a R$ 1.000
Serviço com faturamento maior ou regras complexasLucro PresumidoR$ 580 a R$ 2.200

Para referência, algumas contabilidades online anunciam planos a partir de cerca de R$ 119 a R$ 329 por mês para prestadores no Simples, com pesquisas de mercado apontando de R$ 250 a R$ 1.050 conforme o volume. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) não fixa uma tabela nacional de preço, o honorário é definido pela complexidade, pelo tempo de trabalho e pelo risco envolvido.

Por que o prestador costuma pagar menos que o comércio?

O prestador de serviço emite a nota de serviço (NFS-e) e recolhe o ISS, o imposto municipal sobre serviços. Não há compra e venda de mercadoria, então não entram estoque, ICMS nem substituição tributária, que são as partes mais trabalhosas do comércio.

Por isso a rotina fiscal do serviço tende a ser mais leve e a mensalidade um pouco menor. Mas atenção, serviço tem um detalhe que muda muito o imposto, e não a mensalidade: o Fator R.

O que faz o preço do contador subir?

Estes são os fatores que mais pesam no preço de um contador para prestador de serviço.

  • Modelo de atendimento Plataforma 100% automática costuma ser mais barata que um escritório com atendimento humano e consultivo.
  • Regime tributário O Simples Nacional tem menos obrigações que o Lucro Presumido, então a mensalidade é menor.
  • Volume de notas fiscais Quanto mais notas de serviço por mês, mais lançamentos e conferência.
  • Funcionários Cada empregado gera folha, encargos e costuma ter cobrança por pessoa.
  • Faturamento O tamanho da receita define o porte e a complexidade das obrigações.

Fator R, onde o contador economiza mais que a mensalidade

O Fator R é a relação entre a folha dos últimos 12 meses (incluindo o pró-labore dos sócios) e a receita dos últimos 12 meses. Ele decide em qual anexo do Simples certas atividades de serviço são tributadas, e a diferença é grande.

  • Se a folha representa ao menos 28% da receita, a atividade vai para o Anexo III, com alíquota inicial de 6%.
  • Se fica abaixo de 28%, vai para o Anexo V, com alíquota inicial de 15,5%.

Na prática, um prestador faturando cerca de R$ 10 mil por mês pode pagar em torno de R$ 600 de imposto no Anexo III e cerca de R$ 1.550 no Anexo V, uma diferença de aproximadamente R$ 950 por mês. Ou seja, ajustar o pró-labore para enquadrar no Fator R pode economizar mais imposto do que a mensalidade inteira do contador.

No serviço, a conta de verdade não é a mensalidade, é o Fator R. Vejo prestador pagando o Anexo V sem precisar, só porque ninguém ajustou o pró-labore. Um bom contador se paga muitas vezes nesse único detalhe.

Rachel de Souza Leite, contadora responsável pela Arti Contábil (CRC MG-099917/O)

O que deve estar incluído na mensalidade?

Uma boa mensalidade para prestador de serviço deveria cobrir a escrituração contábil, a apuração dos impostos, a emissão das guias, as obrigações do Simples (o PGDAS mensal e a DEFIS anual) e o cálculo do pró-labore. A folha de pagamento de funcionários costuma ser cobrada à parte ou por colaborador, e vale confirmar o suporte para dúvidas antes de comparar valores.

Para quem quer ir além da rotina e usar os números para decidir preço e retirada, entra a consultoria financeira. A Arti Contábil, responsável por este conteúdo, é um escritório de Belo Horizonte especializado em contabilidade para comércio e serviços, com contadora responsável (Rachel de Souza Leite, CRC MG-099917/O) e atendimento em todo o Brasil.

Como saber se o preço é justo?

Peça três propostas com o mesmo escopo e compare o que cada uma entrega, não só o número. Um valor justo cobre a apuração do imposto, o pró-labore, as obrigações, o suporte e a análise do Fator R. Desconfie da mensalidade baixa que limita notas ou deixa o atendimento só no robô, porque no serviço o que dói é o imposto pago a mais, não a diferença de mensalidade.

Perguntas frequentes

As dúvidas mais comuns de quem presta serviço e está pesquisando preço de contador.

Quanto um contador cobra por mês para prestador de serviço?

Para um pequeno prestador no Simples Nacional, a mensalidade de mercado costuma ficar entre R$ 200 e R$ 500 na contabilidade online. O valor sobe com mais notas, funcionários ou no Lucro Presumido, quando pode passar de R$ 580.

Prestador de serviço paga menos que comércio?

Em geral, sim. O serviço emite nota de serviço e recolhe o ISS, sem ICMS, estoque nem substituição tributária, que tornam a rotina do comércio mais pesada e um pouco mais cara.

O que é o Fator R?

É a relação entre a folha dos últimos 12 meses (com o pró-labore) e a receita do mesmo período. Se a folha é de pelo menos 28% da receita, a atividade cai no Anexo III (alíquota inicial de 6%) em vez do Anexo V (15,5%), o que reduz bastante o imposto.

MEI de serviço precisa de contador?

Por lei, não. O MEI faz a própria declaração e paga uma guia fixa. Muitos contratam apoio para não errar e, quando o faturamento cresce e o MEI fica pequeno, a contabilidade passa a ser obrigatória.

Existe tabela de preço de contador?

Não existe tabela nacional obrigatória. O Conselho Federal de Contabilidade orienta que o honorário seja definido pela complexidade, pelo tempo e pelo risco do trabalho, então o certo é avaliar uma proposta para o seu caso.

Conclusão

Para o prestador de serviço, a pergunta não é só quanto custa o contador, é quanto ele faz você economizar de imposto. Uma mensalidade na faixa de R$ 200 a R$ 500 que cuida bem do Fator R e do pró-labore costuma valer muito mais do que um plano baratíssimo que deixa você no anexo errado. Compare o escopo e o atendimento, e escolha pelo resultado, não pelo menor número.

Rachel de Souza Leite
Autor

Rachel de Souza Leite

Fundadora e contadora responsável

Rachel de Souza Leite é a fundadora e a responsável técnica da Arti Contabilidade. Contadora e consultora empresarial com mais de 20 anos de experiência, ela atuou em empresas de diferentes segmentos nas áreas financeira, contábil, fiscal e de controladoria, participando da estruturação de departamentos financeiros, da implantação de controles internos, do desenvolvimento de indicadores gerenciais, do planejamento tributário, da gestão orçamentária, da análise de custos, da formação de preços e do fechamento contábil.
Registrada no Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRC MG-099917/O), ela criou a Arti com a convicção de que a contabilidade deve ir além da obrigação e virar inteligência para a gestão de pequenas empresas de comércio e serviços, em Belo Horizonte e em todo o Brasil.