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Resumo com IA

Manter uma ME (Microempresa) custa, no mínimo, cerca de R$ 650 a R$ 1.100 por mês, mesmo que a empresa não fature nada no período, somando os honorários do contador e o pró-labore com o INSS do sócio. Quando há faturamento, entra ainda o imposto pelo DAS, que aumenta proporcionalmente. Diferente do MEI, a ME não tem uma taxa única e fixa, o custo é a soma de algumas partes.

Este guia abre a conta completa de manter uma ME por mês, item por item, para você não ser pego de surpresa depois de sair do MEI. É a parte que muita gente esquece de calcular antes de crescer.

Quanto custa manter uma ME por mês

Quanto custa manter uma ME por mês?

O custo mensal de uma ME no Simples Nacional é formado por três pilares obrigatórios, mais alguns custos que aparecem ao longo do ano. A tabela resume os pilares.

PilarO que éValor de referência
Honorários do contadorObrigatório por lei para toda empresa que não é MEIR$ 300 a R$ 500 (online) ou R$ 600 a R$ 1.000 (tradicional)
Pró-labore e INSS do sócioRetirada do sócio que trabalha, com INSS de 11% sobre elaPró-labore de pelo menos um salário mínimo, mais 11% de INSS
Imposto sobre o faturamento (DAS)Guia única do Simples, zerada se não faturarA partir de 4% (comércio) a 6% (serviços) do faturamento

Somando só os dois primeiros pilares, o custo fixo mínimo de uma ME costuma ficar entre R$ 650 e R$ 1.100 por mês, mesmo sem vender nada. Estimativas de mercado apontam que, no total, manter uma ME tende a consumir de 4% a 20% do faturamento, dependendo da atividade e da estrutura.

Honorários do contador

Toda ME é obrigada por lei a ter a contabilidade feita por um contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Numa contabilidade online, os honorários costumam ficar entre R$ 300 e R$ 500 por mês. Num escritório tradicional, ou com funcionários e movimentação mais complexa, sobem para a faixa de R$ 600 a R$ 1.000. Veja em detalhe como funciona o imposto de renda da empresa (IRPJ), que faz parte dessa apuração.

Pró-labore e INSS do sócio

O pró-labore é a retirada do dono que trabalha na empresa. Quando há atividade, o recolhimento do INSS sobre o pró-labore é obrigatório, na alíquota de 11%, e esse valor sai do caixa da empresa para a Previdência.

O pró-labore precisa ser de pelo menos um salário mínimo (em 2026, a referência é de cerca de R$ 1.621, confira o valor vigente). Sobre esse piso, o INSS de 11% dá algo em torno de R$ 178 por mês. Definir o pró-labore certo também influencia o Fator R e o quanto você paga de imposto, por isso vale planejar com o contador. Esse é um dos pontos que a consultoria financeira ajuda a ajustar.

Imposto sobre o faturamento (DAS)

No Simples Nacional, os impostos são reunidos em uma guia única, o DAS. Se a empresa não fatura no mês, a guia sai zerada, você não paga imposto sobre venda que não houve. Quando fatura, a alíquota inicial depende do anexo da atividade.

  • Comércio (Anexo I) a partir de 4% do faturamento.
  • Indústria (Anexo II) a partir de 4,5% do faturamento.
  • Serviços gerais (Anexo III) a partir de 6% do faturamento.
  • Serviços do Anexo V a partir de 15,5%, caindo para 6% quando a folha passa de 28% do faturamento (o Fator R).

Custos que aparecem ao longo do ano

Fora os pilares mensais, some o certificado digital (o e-CNPJ, obrigatório para emitir nota, com renovação de cerca de R$ 150 a R$ 300 por ano) e eventuais serviços pontuais, como alteração contratual. Se a ME tem funcionários, entra a folha de pagamento com os encargos, cobrada à parte na maioria dos escritórios.

Muita gente sai do MEI olhando só o faturamento e esquece o pró-labore, o INSS e o certificado. A ME não é cara, mas tem uma soma de custos fixos que precisa entrar na conta antes de decidir crescer, senão o susto vem no primeiro mês.

Rachel de Souza Leite, contadora responsável pela Arti Contábil (CRC MG-099917/O)

Fazer essa conta com antecedência é parte da transição do MEI para ME. A Arti Contábil, responsável por este conteúdo, é um escritório de Belo Horizonte especializado em contabilidade para comércio e serviços (CRC MG-099917/O), que atende empresas em todo o Brasil e orienta essa passagem.

Perguntas frequentes

As dúvidas mais comuns de quem quer saber o custo real de manter uma ME.

Qual o gasto mensal de uma ME?

O custo fixo mínimo costuma ficar entre R$ 650 e R$ 1.100 por mês, somando contador e pró-labore com INSS, mesmo sem faturar. Com faturamento, entra o DAS, que é proporcional à venda.

A ME paga imposto mesmo sem faturar?

Sobre a venda, não. Se não houver faturamento, a guia do DAS sai zerada. Mas os custos fixos continuam, como os honorários do contador e o INSS sobre o pró-labore quando há atividade.

Preciso pagar pró-labore na ME?

Se o sócio trabalha na empresa, o pró-labore com o INSS de 11% é obrigatório e deve ser de pelo menos um salário mínimo. Além de uma obrigação, ele conta como tempo de contribuição para a sua aposentadoria.

MEI ou ME, o que compensa mais?

O MEI é mais barato e simples, mas tem limite de faturamento e de atividades. Quando o negócio cresce e passa desse limite, a ME é o caminho, com mais custo, porém mais espaço para faturar e contratar.

O que uma ME paga todo mês?

Honorários do contador, INSS sobre o pró-labore e o DAS quando há faturamento. Ao longo do ano entram ainda o certificado digital e serviços pontuais, além da folha se houver funcionários.

Conclusão

Manter uma ME não é só pagar o contador, é somar contador, pró-labore com INSS, DAS e o certificado digital. Por isso o custo fixo parte de cerca de R$ 650 a R$ 1.100 por mês antes mesmo de vender. Antes de sair do MEI, faça essa conta completa com quem entende, para a mudança ser uma escolha planejada e não uma surpresa no fim do mês.

Rachel de Souza Leite
Autor

Rachel de Souza Leite

Fundadora e contadora responsável

Rachel de Souza Leite é a fundadora e a responsável técnica da Arti Contabilidade. Contadora e consultora empresarial com mais de 20 anos de experiência, ela atuou em empresas de diferentes segmentos nas áreas financeira, contábil, fiscal e de controladoria, participando da estruturação de departamentos financeiros, da implantação de controles internos, do desenvolvimento de indicadores gerenciais, do planejamento tributário, da gestão orçamentária, da análise de custos, da formação de preços e do fechamento contábil.
Registrada no Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRC MG-099917/O), ela criou a Arti com a convicção de que a contabilidade deve ir além da obrigação e virar inteligência para a gestão de pequenas empresas de comércio e serviços, em Belo Horizonte e em todo o Brasil.